Resumo da Final Campeonato da Europa

A final do Campeonato da Europa correspondeu às expectativas criadas, estavam frente a frente as duas melhores equipas da competição com estilos completamente diferentes. Venceu a melhor, aquela que apoiada no seu estilo latino evidenciou maior criatividade, sistematização e espírito de liderança ao longo de toda a prova. A Alemanha com um padrão comportamental mais frio, de quem jamais sente qualquer pressão nestes momentos não foi capaz de aguentar, nem sequer superar, o talento colectivo que permitiu que o talento individual dos jogadores espanhóis surgisse. O sistema assertivo e muito objectivo que a Alemanha utilizou até às meias-finais não foi suficiente para enfrentar uma Selecção Espanhola que entrou para a final decidida a demonstrar que as finais são para se jogar bem e ganhar. A Espanha confiante fez sempre as coisas bem desde o início do jogo, decidiu com eficácia nos momentos certos e deu uma prova da enorme segurança e capacidade de liderança do seu guarda-redes – Casillas. Talvez o melhor jogador do campeonato! O que reforça que os grandes campeões devem ter sempre sentido e intenção atacante mas é na segurança defensiva que fazem a diferença...

Provou-se que a altura dos jogadores, por si só, não é significado de vitória. A Espanha com uma equipa com vários jogadores baixos em altura, mas altos na ambição e no espírito de sacrifício evidenciados, soube sempre escolher a melhor estratégia e opor o forte ao fraco. O mérito vai para a experiência, persistência, fortes e seguras convicções do seu enorme líder – Luis Aragonés. Não é fácil liderar e levar uma equipa, a campeã da Europa, com a contestação permanente daqueles que não estão dentro do grupo. Mas que têm o direito de avaliar, analisar e criticar a sua Selecção.

Melhor reconhecimento do que aquele que é dado pelo seus jogadores, não há! Emocionou ver toda a equipa sem excepção erguer em ombros o seu comandante. Significando para mim de que soube sempre ser ouvido e respeitado, criando a coesão que sabemos fundamental para o sucesso da equipa. Deu-nos uma lição sobre uma conjugação eficiente de todos os aspectos estratégicos, tácticos e de gestão de equipa. Foi uma equipa que cometeu muito poucos erros e nunca se deixou afectar pela pressão competitiva, notou-se um grande sentido positivo de inter ajuda entre todos os elementos.

Sem dúvida houve justiça e ganhou aquela que foi a equipa mais consistente, que mais qualidade evidenciou e que melhor trabalhou para ser campeã da Europa – a Espanha.

Data: 30.06.08
Fonte: O Jogo
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